Desde 3 de agosto de 2026, eu venho vendo uma cena se repetir em muitas empresas do regime regular: a nota fiscal é emitida, o sistema tenta autorizar, e a resposta volta com bloqueio. A mensagem é direta e já tem tirado o sono de muito gestor.
NF-e sem IBS e CBS não passa.
A rejeição apresentada é esta: Rejeição 1115: IBS/CBS não informado [nItem: 999]. Quando isso acontece, a NF-e ou a NFC-e não é autorizada. Na prática, a venda para no meio do caminho. A empresa não conclui o faturamento, não libera a mercadoria de forma regular e ainda corre o risco de travar a rotina comercial por um erro que poderia ter sido tratado antes.
Eu penso que o ponto mais preocupante não é só o bloqueio em si. É o fato de ele aparecer justamente no momento da emissão, quando o cliente está esperando, o pedido já foi fechado e a operação precisa andar. Nessas horas, poucos minutos viram um grande problema.
O que mudou na emissão das notas
A mudança está ligada aos novos campos criados para os tributos da Reforma Tributária. Em 2026, mesmo em fase de teste, o preenchimento passou a ser exigido para empresas do regime regular, com destaque para negócios no Lucro Presumido e no Lucro Real. Ou seja, não basta acompanhar o tema de longe. Agora ele já afeta a emissão diária.
Desde agosto de 2026, a falta de preenchimento dos campos de IBS e CBS impede a autorização da nota fiscal.
Eu já vi muitos casos em que o empresário acreditava que, por se tratar de alíquota de teste, o campo ainda seria opcional. Não é mais. O ambiente autorizador já está rejeitando notas sem essas informações.
Essa adaptação também exige atenção ao XML. Não adianta o sistema mostrar um campo na tela se o dado não estiver sendo levado corretamente para o arquivo da nota. Esse detalhe técnico faz toda a diferença.
Como a Inside Contabilidade se antecipou
Na Inside Contabilidade, essa mudança não foi deixada para a última hora. Desde janeiro de 2026, os clientes foram orientados sobre a necessidade de preencher os campos do novo imposto sobre bens e serviços e da contribuição sobre bens e serviços.
Ao longo dos meses, acompanhei a forma como a equipe tratou essa transição: houve orientação, conferência de parametrização e testes práticos para validar se os dados estavam aparecendo corretamente no XML das notas. Isso reduziu muito o risco de surpresa agora, com o bloqueio já em vigor.
Quando esse preparo não acontece, o problema costuma aparecer no pior momento. A empresa só descobre a falha quando tenta emitir uma nota real. E aí não há espaço para improviso.
Para quem ainda tem dúvidas sobre emissão em diferentes cenários, vale consultar este guia prático sobre NFS-e, emissão e regras contábeis, que ajuda a organizar a rotina fiscal com mais segurança.
Qual é a alíquota em 2026
Em 2026, a alíquota de teste total corresponde a 1%. A divisão está assim:
- CBS: 0,9%
- IBS: 0,1%
- Aplicação no período de teste da Reforma Tributária
Mesmo com alíquota de teste, o preenchimento dos campos se tornou obrigatório para empresas do regime regular.
Eu sei que muita gente olha para esse percentual pequeno e pensa que o impacto é menor. Só que a discussão não é apenas financeira. O ponto central, neste momento, é a autorização da nota. Sem os campos preenchidos, a operação para.
Onde as empresas mais erram
Na minha experiência, o erro raramente está em um único ponto. Em geral, ele aparece por falhas de cadastro, parametrização fiscal ou atualização incompleta do emissor. Entre os casos mais comuns, eu destacaria os seguintes:
- Produto sem vinculação fiscal correta no sistema;
- CFOP e NCM mal parametrizados;
- Campos novos habilitados na tela, mas ausentes no XML;
- Regra tributária desatualizada para o regime da empresa;
- Falta de teste antes da emissão em ambiente real.
Quem vende mercadorias em segmentos com muitos itens cadastrados sente isso ainda mais. Por isso, eu costumo recomendar atenção redobrada à base fiscal dos produtos. Um bom ponto de apoio é este conteúdo sobre como parametrizar NCM e CFOP corretamente.
Em negócios de nicho, como pet shops e clínicas veterinárias, esse cuidado também faz diferença na rotina. Para quem atua nessas áreas, pode ser útil entender melhor a contabilidade para pet shop e a contabilidade para clínicas e hospitais veterinários, já que o fiscal conversa diretamente com a operação.
Como reduzir o risco de rejeição
Quando eu avalio esse tipo de bloqueio, prefiro um caminho simples e prático. Antes de emitir, a empresa deve seguir uma pequena rotina de checagem.
- Confirmar se o sistema emissor foi atualizado para as novas exigências.
- Validar se os campos dos tributos estão preenchidos conforme a operação.
- Conferir se o XML leva as informações de forma correta.
- Revisar cadastro de produtos, CFOP, NCM e regra fiscal.
- Testar emissões antes do pico de faturamento.
A rejeição 1115 costuma ser um sintoma de parametrização incorreta, e não apenas de esquecimento manual no preenchimento.
Esse cuidado conversa com um cenário maior de fiscalização e cruzamento de dados. Eu tenho observado que as obrigações acessórias e os controles eletrônicos estão mais presentes na rotina das empresas. Para entender esse ambiente, vale a leitura sobre a fiscalização do Pix e seus impactos para contribuintes.
O que fazer agora
Se a sua empresa está enfrentando esse bloqueio, eu sugiro agir com rapidez, mas sem improviso. O primeiro passo é identificar se o problema está no cadastro tributário, na configuração do emissor ou na geração do XML. Depois disso, a correção precisa ser validada com teste.
Não basta tentar emitir de novo esperando um resultado diferente. Sem ajuste, a rejeição vai continuar aparecendo.
Em resumo, a rejeição 1115 mostra que a fase de adaptação já saiu do campo teórico. Ela entrou de vez na operação das empresas. Quem se preparou antes sente menos impacto. Quem deixou para depois pode descobrir a falha no momento mais sensível do faturamento.
Cada empresa tem detalhes próprios, e eu realmente acredito que esse tipo de análise fica mais segura com apoio técnico. Se você quiser revisar sua emissão de notas, tirar dúvidas sobre IBS e CBS ou entender como ajustar seu sistema, entre em contato com a Inside Contabilidade e solicite uma consultoria gratuita. Um contador especializado pode avaliar o seu caso com mais precisão.
Perguntas frequentes
O que é IBS na NF-e?
O IBS é o Imposto sobre Bens e Serviços previsto na Reforma Tributária. Na NF-e, ele passa a aparecer em campos próprios, que precisam ser preenchidos conforme as regras aplicáveis à operação e ao regime da empresa.
Como preencher o campo IBS corretamente?
O preenchimento correto depende da configuração do sistema emissor, da regra tributária da operação, do cadastro de produtos e da geração adequada do XML. Em 2026, a alíquota de teste do IBS é de 0,1%, dentro do total de 1% somado à CBS.
O que acontece se IBS não for informado?
Se o campo não for informado quando exigido, a nota fiscal pode ser rejeitada com a mensagem 1115. Nessa situação, a NF-e ou NFC-e não é autorizada, e a empresa não consegue faturar nem liberar a mercadoria de forma regular até corrigir o erro.
Quem precisa informar o IBS na nota fiscal?
Em 2026, a exigência atinge empresas do regime regular, em especial as enquadradas no Lucro Presumido e no Lucro Real, quando estiverem emitindo NF-e ou NFC-e nas hipóteses em que os campos forem obrigatórios.
Onde encontrar o código correto do IBS?
O código e as regras de preenchimento devem ser verificados na documentação técnica da nota fiscal, no sistema emissor e na parametrização fiscal da empresa. Como há detalhes que variam conforme a operação, o ideal é contar com apoio contábil para validar a informação antes da emissão.
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